Génese da aicep Global Parques
A aicep Global Parques é uma organização cuja história aglutina o somatório de várias experiências empresariais, algumas com décadas de desenvolvimento, corporizando hoje um valioso conjunto de vivências e conhecimentos ao serviço de uma bem sucedida missão de atração de investimento e criação de riqueza para o País.
A actual estrutura organizativa da aicep Global Parques começou a ganhar forma em 2004, com o início do processo de fusão que então juntou a APIParques, a Sodia2 e a PGS – Sociedade de Promoção e Gestão de Áreas Industriais e Serviços, S.A, com o objectivo de criar uma única entidade dotada de massa crítica adequada aos novos desafios que se desenhavam na área da oferta de soluções globais de localização empresarial em Portugal, com especial incidência na zona de Sines.
Mas é em 2007 que a aicep Global Parques consolida a sua estrutura num modelo já muito próximo do actual, resultado do processo de fusão do seu accionista de referência – a Agência Portuguesa para o Investimento, EPE – com o ICEP, um processo que determinou o alargamento da missão da nova entidade saída da fusão – a aicep Portugal Global, EPE, com naturais consequências na necessidade de ajustar a estratégia da aicep Global Parques à nova realidade do seu accionista maioritário.
É pois a partir de 2007 que se aprofunda o esforço de organização no sentido de dotar a aicep Global Parques dos meios orgânicos e funcionais que lhe permitam enfrentar os novos desafios decorrentes não só das referidas alterações verificadas no accionista maioritário, mas também da necessidade de dar resposta, em tempo útil, a uma procura externa muito orientada para Sines – isto num quadro de fortíssima concorrência com outros potenciais destinos do ansiado investimento estruturante.
Foi então o tempo de iniciar a concretização das novas linhas de orientação estratégica traçadas, o que passou pelo desinvestimento em projectos consumidores de recursos e sem retorno sustentado; pelo investimento na adequação da oferta de produtos, com especial enfoque para a Zona Industrial e Logística de Sines; e pelo aprofundamento do plano organizacional, com a criação da Direcção de Marketing e a qualificação de recursos humanos.
A todos esses objectivos a empresa foi sabendo dar uma resposta positiva, criando as condições essenciais para uma maior integração com os seus accionistas, em especial com a aicep Portugal Global, dando um passo decisivo no sentido da concretização da sua visão corporativa – ser reconhecida como parceira nacional de referência no apoio a estratégias de localização empresarial.
Os desempenhos de 2008 e 2009, apesar da envolvente económica desfavorável, confirmaram o progresso dos projectos programados para a ZILS e para o BlueBiz, as duas principais localizações empresariais disponibilizadas pela Companhia, mas também o sucesso de uma política de diversificação de actividades ilustrada pelo lançamento de novos produtos, de que são o Global Find e o Global Force, verdadeiros instrumentos de reforço dos serviços de apoio prestados às empresas e investidores na procura de novas localizações para a instalação dos seus negócios.
Bem se pode dizer que o longo percurso que conduziu à actual aicep Global Parques – empresa que integra o universo aicep Portugal Global (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e se assume como a parceira nacional de referência no apoio a estratégias de localização empresarial – teve o seu início com a criação, em 1971, do Gabinete do Plano de Desenvolvimento da área de Sines – GAS, cujos grandes objectivos eram, à partida, lançar uma área de implantação industrial concentrada, como forma de fomentar a expansão industrial e, através dela, o progresso económico nacional, assegurando-se, em paralelo, um melhor ordenamento do território.
Pretendia-se aproveitar os recursos nacionais e a satisfação das necessidades prementes da economia nacional, através da instalação ou ampliação de “indústrias básicas”. Concebeu-se um modelo de unidades de grande dimensão de forma a permitir a redução de custos de fabrico, com as consequentes baixas de preços de produtos, aumentando assim a competitividade nos mercados internacionais. A criação de uma área de implantação industrial concentrada permitiria uma mais densa e eficiente rede de infra-estruturas e de serviços de apoio, diminuindo os custos unitários de cada unidade instalada.
O facto de a escolha ter recaído na área de Sines deveu-se, essencialmente, à facilidade com que poderia ser instalada uma nova cidade afastada dos eixos normais de expansão das cidades de Lisboa e Setúbal, bem como à possibilidade de satisfazer a exigência de um porto oceânico, de águas profundas, capaz de receber e servir os grandes navios petroleiros, mineraleiros e graneleiros, então já em actividade e cuja utilização se previa ir generalizar-se na década de 80.
A zona de actuação directa do Gabinete abrangia uma área de cerca de 41 mil hectares. O Projecto de Sines constituía a grande aposta de Portugal na época, procurando uma forte interacção na economia internacional e no reforço da industrialização e modernização do país.
Aprovado o Plano Geral de Desenvolvimento da Área de Sines, a construção das primeiras infra-estruturas arrancou em 1973, depois de fixado pelo Conselho de Ministros restrito, em 73.06.26, uma Área de Expropriação Sistemática de 21.900 hectares (D.G. 2ª Série, nº 162).
É num contexto de uma política activa de investimento público e quando a teoria dos “pólos de desenvolvimento” estava a ser abandonada pelos países industrializados, que prosseguiu o desenvolvimento do empreendimento, tendo sido lançadas até ao ano de 1980 centenas de empreitadas, destacando-se as referentes às instalações portuárias, transportes e comunicações, habitação e saneamento básico.
Porém, a grave crise mundial decorrente do primeiro choque petrolífero e da IV Guerra Israelo-Árabe, aliada às circunstâncias da revolução de 25 de Abril de 1974 e da independência das ex-colónias, veio alterar profundamente os pressupostos iniciais do empreendimento, nomeadamente a perspectiva privada com que fora concebido, adquirindo um âmbito público no quadro da estratégia nacional de desenvolvimento.
Em 1986, o Governo decidiu a extinção do GAS e foram implementadas as medidas necessárias à reafectação de fundações, de pessoal e de valores patrimoniais pelos organismos da Administração Central e Autárquica mais vocacionados para o efeito. Como tal, foi afectado ao Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) todo o património relacionado com os projectos indústria pesada existentes em Sines e, em 1990, foi criada a PGS – Sociedade de Promoção e Gestão de Áreas Industriais e Serviços, S.A. de forma a geri-lo e dinamizá-lo. A constituição desta empresa teve a comparticipação do IAPMEI, do então Instituto de Participações do Estado (IPE) – posteriormente Investimentos e Participações Empresariais, da Administração do Porto de Sines (APS), da Câmara Municipal de Sines (CMS) e do Banco Nacional Ultramarino (BNU), hoje integrado na CGD.
Em 2004, como acima se afirmou, a PGS acabou por se fundir com a APIParques e a Sodia2, num processo de que resultaria a criação da aicep Global Parques.
APIParques teve a sua génese na ISÓSCELES – Compra, Venda e Exploração de Imóveis, SA, uma empresa do grupo IPE criada em 1996 e que foi, em 2002, a empresa veículo para proceder à aquisição de activos com actividade de Parques Empresariais, detidos à data pela IPE, SA e pela sua sub holding Sociedade Geral de Projectos Imobiliários e Serviços, SGPS, SA, os quais se pretendia transferir para o universo da API, EPE.
A denominação APIPARQUES - Gestão de Parques Empresariais, S.A. surgiu assim em finais de 2003, tendo esta unidade por objecto a gestão de parques empresariais, bem como a aquisição, infra‑estruturação, promoção, venda ou locação de espaços destinados à implantação física de empresas e entidades não empresariais, nomeadamente das que realizem investimentos que estejam no âmbito da Agência Portuguesa para o Investimento, E.P.E.
Quanto à Sodia2 SA, esta empresa foi constituída em 1996, no âmbito do processo de saída da Renault do capital da sociedade detentora e gestora da unidade industrial de fabricação automóvel em Setúbal, tendo passado a ser detida e gerida por empresas da holding estatal IPE, SA, responsáveis pela administração da área imobiliária e patrimonial do grupo.
Até à data da dissolução da sociedade, em Novembro de 2004, consequência da sua fusão por incorporação na aicep Global Parques, à data APIParques, procedeu-se ao desmantelamento de todos os bens móveis que ficaram nas zonas fabris e em algumas áreas de serviços e realizaram-se obras de reabilitação de algumas instalações para entrada de novos clientes, dando origem ao BlueBiz.
A aicep Global Parques apresenta assim hoje três soluções de localização empresarial de excelência no país: a Zils Global Parques - Zona Industrial e Logística de Sines, em Sines, o BlueBiz Global Parques - Parque Empresarial da Península de Setúbal, em Setúbal e o Albiz Global Parques - Parque Empresarial de Albarraque, em Albarraque, concelho de Sintra.